Nova exposição temporária ´O que as nossas mãos fizeram`
A partir do próximo dia 09 de abril está patente, na sala dos usos sociais do Museu da Chapelaria, a exposição “O que as nossas mãos fizeram” que se enquadra no ciclo expositivo de 2016 dedicado à comemoração do 90º Aniversário da Emancipação Concelhia de S. João da Madeira. “O que as nossas mãos fizeram” dedica-se à indústria da chapelaria. Que chapéus foram produzidos pelos hábeis operários de S. João da Madeira, que marcas foram criadas, como é que a imprensa analisou e retratou este sector ao longo das primeiras décadas do século XX, são algumas das questões que abordamos com esta exposição. Uma das primeiras atividades industriais a fixar-se em S. João da Madeira foi, precisamente, a produção de chapéus, estando documentada a existência de chapeleiros desde o século XVIII. S. João da Madeira ficou conhecida, desde muito cedo na sua história, pelo fabrico artesanal de chapéus de pano ou lã grossa, de chapéus de aba larga usados no Alentejo e dos pequenos chapéus femininos, de aba revirada, da Beira Litoral. Mas, durante o século XIX, um conjunto muito favorável de fatores, nomeadamente, a excelente qualidade do trabalho e a persistência e a tenacidade dos seus trabalhadores, estimulou um grande desenvolvimento industrial e económico e um consequente aumento de fábricas e pequenas oficinas de produção de chapéus. A partir desse momento e, sobretudo, após o surgimento, em 1914, da “Empresa Industrial de Chapelaria, Lda.”, a indústria da chapelaria conhece, verdadeiramente, um grande crescimento. Aqui começa uma importante história que levará, pelo mundo fora, os chapéus fabricados pelas hábeis mãos dos nossos chapeleiros, desde os icónicos chapéus de cowboy, passando pelo chapéu feminino da polícia inglesa e por chapéus religiosos até aos mais variados chapéus de uso quotidiano, quer feminino, quer masculino, como as cloches e cartolas, capelines e cocos. Esta exposição fala-nos desses chapéus e das mãos que os produziram, conduzindo os visitantes ao longo de uma história com mais um século de existência, história essa que é também crucial para que a cidade tenha conseguido a sua emancipação concelhia.
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